Justiça condena a 26 anos homem por morte e decapitação de rival de facção criminosa em Elói Mendes

Justiça condena a 26 anos homem por morte e decapitação de rival de facção criminosa em Elói Mendes

Um homem foi condenado a mais de 26 anos e prisão em regime fechado pela morte e decapitação de um rival de uma facção criminosa no fim do ano de 2017 em Elói Mendes (MG). Segundo apuração do Ministério Público, o crime foi praticado devido a divergências envolvendo facções rivais do tráfico de drogas.

Conforme o Ministério Público, Kléber Valério Benvinda foi condenado pela prática de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, que seria um rival integrante da organização criminosa Comando Vermelho. O homem também foi condenado por corrupção de menores.

O crime foi em outubro de 2017. As investigações apontaram que Rodrigo Cândido da Silva, de 19 anos, foi executado de forma cruel. Ele foi encontrado decapitado e com a perna cortada, em uma área afastada de Elói Mendes, em outubro de 2017. Uma semana depois, um dos envolvidos foi preso.

Segundo o MP, integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), visando a intimidação coletiva, sequestraram e mataram a vítima, membro da facção Comando Vermelho, com requintes de crueldade, em razão da disputa de pontos do tráfico de drogas em Elói Mendes. A ação foi filmada para a comprovação da ordem advinda da cúpula e circulou pelas redes sociais.

Segundo o MP, a pena foi fixada em mais de 26 anos de prisão em regime inicialmente fechado. O condenado segue preso. Dois outros envolvidos no mesmo crime já tinham sido condenados ao cumprimento de penas que variam de 26 a 28 anos de reclusão.

Conforme o MP, o homicídio gerou a instauração de duas investigações. A primeira para apuração do homicídio e a segunda para apuração dos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa, que levou ao reconhecimento da atividade desenvolvida por uma célula do PCC na cidade de Elói Mendes e gerou a condenação de 11 pessoas, já confirmadas em segunda instância.

Foto: Reprodução

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